Exportação - Massas Brasileiras

O Brasil tem um papel de destaque no cenário mundial, ocupando a posição de terceiro maior produtor de massas alimentícias, atrás apenas da Itália e dos Estados Unidos, com um volume anual de mais de 1 milhão de toneladas.

O processo de abertura econômica vivenciado pelo país, a partir dos anos 90, introduziu novos desafios no mercado brasileiro de bens de consumo e resultou em mudanças estruturais na indústria.

No setor de massas alimentícias, este processo assumiu contornos decisivos em termos de consolidação mercadológica e impulsionou as empresas a investir em tecnologia, equipamentos de última geração e capacitação de seus profissionais. O resultado destes investimentos é um parque industrial entre os mais modernos do mundo, com capacidade instalada de 1,4 milhão de toneladas e perfeitamente apto a fornecer produtos de qualidade.

Existem fábricas de massas alimentícias em todas as regiões do país. São mais de 80 empresas de pequeno, médio e grande porte, além de mais de uma centena de micro empresas que trabalham na produção de massa artesanal, totalizando mais de 20.000 empregos diretos.

As massas alimentícias secas, no Brasil, são produzidas, em quase sua totalidade, a partir de trigo soft e estão segmentadas em: massa de sêmola com ovos, massa de sêmola, massa comum e massa tipo caseira. A designação "macarrão" é popularmente utilizada, inclusive nas embalagens, como sinônimo de "massa alimentícia". Há produção também de massas de grano duro, a partir de matéria prima totalmente importada e que representa 3,0% do volume total comercializado.

Muitas empresas do setor possuem processo integrado com moinho de trigo e, em geral, possuem um amplo portfólio com outros produtos derivados do trigo, como farinha, mistura para bolo, biscoitos, bolo pronto, etc. O macarrão instantâneo é um dos produtos oferecidos pelas empresas, com possibilidade de adequação de sabores ao mercado alvo.

 
A Matéria Prima
O trigo, principal matéria prima na fabricação de massas alimentícias, é produzido basicamente nos estados do Paraná e do Rio Grande do Sul, localizados no sul do país. O excedente de trigo consumido pelo país, é importado da Argentina, país vizinho, grande produtor e exportador do cereal e parceiro do Brasil no Mercosul.
A Qualidade do Produto Final
Um dos principais objetivos da ABIMA sempre foi com a qualidade do produto produzido e oferecido ao consumidor final. Neste sentido, a Associação desenvolveu um programa de auto-regulamentação setorial chamado Programa de Garantia ABIMA, que acompanha a evolução tecnológica e as alterações de legislação, promovendo o desenvolvimento das empresas do setor por meio da capacitação e implantação de ferramentas de segurança alimentar. As Boas Práticas de Fabricação, o APPCC - Análise de Perigo e Pontos Críticos de Controle e as normas ISO são as ferramentas trabalhadas pelo setor.