
No Egito, o pão também servia para pagar salários: um dia de trabalho valia três pães e dois vasos grandes de cerveja.
Na Europa, passou a ser costume, as mães darem para as filhas que se casavam, um pouco de sua massa de pão, por achar que, assim, elas fariam um pão tão gostoso quanto o delas!
Ao longo da história, a posição social de uma pessoa podia ser discernida pela cor do pão que ela consumia. Pão escuro representava baixa posição social, enquanto pão branco, alta posição social. É porque o processo de refino da farinha branca era muito mais caro. Atualmente, ocorre o contrário: os pães escuros são mais caros e, por vezes, mais apreciados por causa de seu valor nutritivo.
Às vésperas da Revolução Francesa, Maria Antonieta, rainha da França, foi informada de que o povo passava fome: “Eles não têm pão, Alteza”. Ao que ela respondeu: “Se não tem pão, que comam brioches”. Não se sabe se o diálogo realmente aconteceu, mas a frase, de fato, ficou famosa. Já a rainha teve a cabeça cortada na guilhotina!
Para os cristãos, o pão simboliza o corpo de Cristo. Na oração do “Pai-nosso” é pedido a Deus “o pão nosso de cada dia nos dai hoje”.
O Palhaço e o Pão
Antigamente, quando ainda não existia a maquiagem, os palhaços, para ficarem com a cara branca, espalhavam farinha pelo rosto e pelas mãos. Por isso, naquela época, muitos artistas eram conhecidos como "enfarinhados". Aliás, existe uma lenda que nos explica como o palhaço começou a usar a cara branca: Dizem que em Paris, há quase 400 anos, existia um padeiro conhecido como "Gross Guillaume", que significa o "Gordo Guilherme". Ele trabalhava muito em sua padaria e, depois de fechá-la, tinha de sair correndo para o teatro, onde atuava, trocar de roupa e entrar em cena. Um dia, ele se atrasou mais do que de costume e não teve tempo sequer de lavar o rosto. Entrou em cena assim, com a cara toda coberta pela farinha dos pães. O resultado foi que o público achou graça daquela cara branca e vários palhaços passaram, então, a usar a farinha para clarear o rosto. Do trigo ao pão: o pão como moeda, o pão e as religiões, o pão e o poder, o pão e a política, o pão e o circo, o pão e a cultura dos povos, "pão nosso de cada dia".
A queda da Bastilha foi causada pelo preço do pão?

Em julho de 1789 a população se envolve ativamente nas mudanças preconizadas pela Assembléia Constituinte. Revoltas populares em Paris e no interior, causadas inicialmente pelo aumento do preço do pão, culminam no dia 14 com a tomada da Bastilha, prisão que simboliza a tirania absolutista.O governador da prisão e os guardas são massacrados pelo povo e todos os prisioneiros são libertados.
Formam-se a Guarda Nacional, com milícia de cidadãos, e as comunas como novas divisões administrativas. Grande parte da nobreza emigra. Em 4 de agosto de 1789 a Constituinte abole o sistema feudal.
A história do sanduíche

Na Inglaterra, século XVII, vivia um lorde chamado John Montagu (1718-92), conde de Sandwich.
O sujeito adorava jogar cartas e costumava varar as noites jogando baralho com os amigos, para poder matar a fome durante as madrugadas, o conde de Sandwich pedia a seus empregados que deixassem preparados pães cortados e recheados de queijo, manteiga, salame e presunto, era super prático, pois, o lorde podia continuar jogando enquanto enchia a pança.
De lá para cá, as pessoas ficaram muito mais ocupadas que o nobre inglês e a criação do criado virou mania universal.
Atraente pelo visual, simples, o sanduíche viu passar dois séculos incorporando à sua fórmula básica tudo o que se possa imaginar de comestível.
A Invenção do Pão Fatiado

Para a grande maioria das pessoas as invenções apenas parecem fazer sentido depois de criadas. Algumas parecem estar condenadas ao insucesso mesmo quando são ainda meras idéias. Foi o caso do pão às fatias, uma obsessão de Otto Rohwedder, que não fazia sentido para ninguém. Conceber uma máquina que cortasse o pão às fatias não constituía um grande problema. Maior era mantê-las juntas e frescas.
Em 1912 Rohwedder concebeu um protótipo utilizando ganchos de cabelo, mas uma doença quase fatal e a perda de tudo num incêndio, na sua fábrica, desviou-o desse objetivo. Contudo, a invenção de uma máquina de embalar pão, em 1925, incitou-o a redobrar os esforços e, em Janeiro de 1928, conseguiu finalmente.
Em apenas poucos anos, 80% do total de pão vendido nos EUA, vinha cortado em fatias. No entanto, Otto Rohwedder nunca conheceu a fama e a fortuna, tendo morrido quase incógnito em 1960.